SUBO PARA ESQUECER O QUE DE BAIXO JÁ NÃO CONSIGO VER

CIRCULAÇÃO 2016

 

Ruas de Belo Horizonte recebem o espetáculo “Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver”

 

Cortejo teatral passará por ruas e praças da cidade, unindo performance, tradição e tecnologia em apresentações gratuitas

 

Resgatando a prática do cortejo teatral, a produtora Carabina Cultural apresenta em Belo Horizonte o espetáculo Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver. As apresentações ocorrem entre fevereiro e março nos seguintes bairros da capital mineira: Barreiro (19 e 21 de fevereiro), Santa Tereza (27 e 28 de fevereiro) e Santa Lúcia (5 e 6 de março). Com concepção e direção de Carlos Canela, o espetáculo conta com trilha sonora original de Sérgio Pererê. Todas as apresentações são gratuitas.

 

Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver une o novo, o tecnológico, à tradição dos cortejos teatrais e aos elementos circenses. Inserindo ferramentas audiovisuais e projeções ao trajeto, o espetáculo promove uma experiência sensorial, permitindo uma nova interação entre público e cidade, suas ruas e praças, mediada pelo cortejo e as performances de seus atores e artistas circenses. “Qualquer um pode ver tudo, sem restrições. A obra é ‘aberta’ e o público tem liberdade para compreender o que quiser. Além disso, cada espetáculo é único, já que dialoga com os equipamentos urbanos durante o percurso”, comenta o diretor do espetáculo, Carlos Canela.

 

Criada exclusivamente para o espetáculo, a Unidade Móvel de Projeção é um dispositivo que permite a projeção audiovisual ao longo do cortejo pelos bairros da cidade. Alimentada por baterias, a Unidade permite direcionar livremente as imagens para quaisquer superfícies presentes no percurso. Desse modo, o espectador permanecerá, literalmente, dentro do espetáculo – e, de certa forma, dentro dos próprios filmes mostrados.

 

Se a tecnologia moderna é parte importante da construção do espetáculo, os dilemas do homem contemporâneo surgem como elementos essenciais para sua construção textual. As performances dos atores em cena abordam os limites impostos pelas sociedades atuais, a evolução das relações de poder ao longo do tempo e a angústia existencial do homem moderno frente à estas questões. Em conjunto com suas ferramentas audiovisuais, as performances realizam uma “radiografia” dos processos históricos que levaram homem e sociedade ao estágio no qual se encontram hoje: o sentimento de apatia dominante e a aceitação da vida como ela é.

 

Criada por Sérgio Pererê, a ideia inicial para a trilha sonora do espetáculo surgiu após uma conversa com o diretor Carlos Canela: “Todo o processo foi se desenvolvendo de modo intuitivo, muito natural, quase mágico, como se as músicas 'pedissem' para serem criadas. A trilha foi criada para ser um elemento que não prendesse ninguém a lugar nenhum”, descreve Pererê. A proposta foi desenvolver uma trilha sonora aberta, que não inserisse o espetáculo em nenhum tempo ou lugar, mantendo a ideia do cortejo, que dialoga com todos os espaços, ruas e praças onde for apresentado. Como referências, foram utilizados elementos de diferentes etnias ou de etnia alguma –  para criar uma percepção atemporal e não-espacial, como a inserção de trechos em mandarim e em dialetos inventados.  “Para o espetáculo, a grande preocupação com a trilha era com o aspecto imagético, criar imagem, o fogo, por exemplo, através do som”, complementa o músico.

 

Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver é o primeiro projeto da produtora Carabina Cultural para execução em 2016, que posteriormente realizará a produção de um filme de longa-metragem dirigido por Carlos Canela e uma oficina de audiovisual aprovado pelo programa Descentra Cultura 2015 da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, a circulação do espetáculo conta também com o apoio cultural das empresas e instituições como a Mills, TWS Telecom, Casa do Beco e Parada do Cardoso que acreditam na força dessa peça como um marco para a produção cultural de BH.

 

Sinopse

 

O espetáculo Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver é um grande espetáculo-cortejo que une teatro, música, audiovisual e elementos circenses para fazer uma radiografia do ser humano através da história.

O espetáculo surgiu a partir da conjunção de três grandes desafios: falar da privação da liberdade como causa dos grandes males da sociedade moderna, trazer a tecnologia, principalmente o audiovisual, de forma harmônica para dentro de um espetáculo de rua e, por fim, produzir um grande espetáculo de rua, no formato de cortejo, que se aproprie dos espaços e os transformem em parte integrante do espetáculo.

Com esses objetivos em mente, o espetáculo foi montado unindo tecnologia, audiovisual, música e performances teatrais e circenses, transformando a rua em um grande cenário, ampliando as possibilidades de um teatro vivo, que se apropria do espaço e traz o público literalmente para dentro do espetáculo em uma viagem basicamente sensorial.

Partindo dos momentos iniciais da evolução humana, quando ainda se lutava por questões básicas de sobrevivência, o espetáculo passa pelas guerras que estabelecem limites territoriais, pelas religiões que impõe limites morais e relacionais, pela moral que estabelece regras sociais, pela estética que redesenha os limites comportamentais até chegar, finalmente, nos tempos modernos, com a potencialização das leis e legitimação do poder como mentor da sociedade moderna e gestor da restrição às liberdades humanas.

Falando da falta de tolerância, do fundamentalismo tanto religioso quanto ideológico, da busca de um poder artificial que esconda a fragilidade de cada um, o espetáculo traça um retrato do homem moderno e dos processos históricos que o foram moldando em um ser aprisionado, solitário e fragilizado frente a um mundo que ele não entende.

 

Sobre a Carabina Cultural

 

Quando Carlos Canela e Suzana Markus vieram de Juiz de Fora para BH, em 1997, já existia a intenção de trabalhar com teatro. Eles haviam se conhecido na montagem de um espetáculo em Juiz de Fora e queriam abrir outras possibilidades na capital mineira. Ao chegar, realizaram um curso de vídeo e se apaixonaram pela loucura e pela amplitude de possibilidades oferecidas pelo audiovisual. Fundaram, então, a Carabina Filmes, para dar vazão às produções. Há quatro anos, no entanto, montaram o espetáculo “Sgroft, Herética ou Ninguém”, a partir de um texto, escrito por Canela, protagonizado e produzido por Suzana Markus, de modo a recuperar um pouco daquele bom sentimento de desamparo proporcionado pelo teatro.

 

A peça foi indicada a cinco categorias do prêmio SATED de teatro, recebendo o título de melhor cenografia. Isso motivou Canela e Suzana a investir, novamente, no teatro e, quando da montagem da equipe do novo espetáculo, “Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver”, decidiram ampliar as possibilidades da Carabina, com ampla experiência em produções culturais e projetos audiovisuais, fez vibrar uma produtora cultural que, além de realizar projetos próprios, propõe-se a executar trabalhos que aliem qualidade, inovação e sustentabilidade, por meio de planejamentos eficazes e diferenciados.

 

Ficha Técnica

Criação e Direção: Carlos Canela

Direção de Produção: Suzana Markus

Assistência de Direção e Preparação Corporal: Fábio Furtado

Direção de Arte e Figurinos: Ricca

Técnica: Tainá Rosa

Técnico de vídeo: Diego Lara

Trilha Sonora original: Sérgio Pererê

Produção Executiva: Karú Torres

Assistência de Produção: Fábio Schmidt

Produtores de Cena: Ana Cecília, Graziella Duarte e Thiago Jole

Elenco: Alessandra Carneiro, Diego Santos, Fábio Schmidt, Fernanda Flores, Frederico Alves, Pablo Barcelos, Ricardo Righi e Suzana Markus.

 

CURRÍCULO DO ESPETÁCULO

 

1ª temporada – Maio de 2013

18 e 19 de maio às 20 horas - Centro de Belo Horizonte

Trajeto com início na Av. Afonso Pena (esquina com Rua da Bahia) e término na Praça da Estação

 

25 e 26 de maio às 20 horas - Santa Tereza

Trajeto com início na Rua Mármore e término na Praça Duque de Caxias.

 

2ª temporada – fevereiro a março de 2016

 

19 e 21 de fevereiro de 2016 às 20 horas - Praça Domingos Gatti - Barreiro

O cortejo inicia-se na Rua Rodolfo Jacob com Rua Alcindo Vieira até a Praça Domingos Gatti.

 

27 e 28 de fevereiro de 2016 às 20 horas - Praça Duque de Caxias - Santa Tereza

O cortejo inicia-se na Rua Mármore com Rua Gabro até a Praça Duque de Caxias.

 

05 e 06 de março de 2016 às 20 horas - Barragem Santa Lúcia - Santa Lúcia

O cortejo percorre parte da Av. Artur Bernardes, próximo à Casa do Beco.

 

PARTICIPAÇÃO EM FESTIVAIS

 

23º Encontro Sesi de Artes Cênicas de Araxá - 27 de outubro de 2013 - 19h30

V Festival Nacional de Teatro Universitário de Patos de Minas - I Mostra Internacional  - 14 de novembro de 2013 - 20h30

21ª edição do Floripa Teatro - Florianópolis - 17 de outubro de 2014 - 19h30

SUBO PARA ESQUECER O QUE DE BAIXO JÁ NÃO CONSIGO VER

O espetáculo "Subo para esquecer o que debaixo já não consigo ver" surgiu a partir da conjunção de três grandes desafios. Primeiro, falar da privação da liberdade como causa dos grandes males da sociedade moderna, sem perder o encantamento de um espetáculo teatral; segundo, trazer a tecnologia, principalmente o audiovisual, de forma harmônica para dentro de um espetáculo de rua; e, por fim, produzir um grande espetáculo de rua, no formato de cortejo, que se aproprie dos espaços e os transformem em cenários.

CLIQUE ABAIXO PARA VER O VÍDEO COMPLETO DO ESPETÁCULO

UMP - Unidade Móvel de Projeção

Pensando nisso, a Carabina Cultural desenvolveu um dispositivo que foi batizado de UMP (Unidade Móvel de Projeção) que permitiu, pela primeira vez, retirar a projeção audiovisual de ambientes estáticos (com tela e projetor fixos), dando-lhe total mobilidade. Alimentado por baterias e livre de fios, o dispositivo permite direcionar livremente as projeções para quaisquer superfícies presentes no percurso do espetáculo podendo, com isso ser utilizado como objeto cênico.

Temática

Falando da falta de tolerância, do fundamentalismo tanto religioso quanto ideológico, da busca de um poder artificial que esconda a fragilidade de cada um, o espetáculo traça um retrato do homem moderno e dos processos históricos que o foram moldando em um ser aprisionado, solitário e fragilizado frente a um mundo que ele não entende.

Viagem Sensorial

Com isso, o espetáculo adquiriu a liberdade que precisava para unir tecnologia, audiovisual, música e perfomances teatrais e circences e transformar a rua em um grande cenário, ampliando as possibilidades de um teatro vivo, que se apropria do espaço e trás o público literalmente para dentro do espetáculo, em um viagem puramente sensorial.

A rua como cenário

Juntando tudo isso a toda a gama de possibilidade que os vídeos dão, projetados em superfícies especialmente pesquisadas para esse fim, com uma trilha que conduz mais do que preenche, o espetáculo envolve o espectador, independente de idade, credo ou classe social, em uma viagem harmônica de deslumbramento, seduzindo pela surpresa e beleza plástica das cenas e comovendo pela sinceridade e força das interpretações.